A Cidade
Sex, 13 de Fevereiro de 2009 15:26

A história do município é contada através de relatos verídicos dos pioneiros que chegaram por volta de 1960.

 

Pioneiro: Cícero Herculano Gomes

Nacido em: RECIFE PERNANBUCO

Com 73 anos

Pais: HERCULANO CIRÍLIO GOMES E ANA JOSEFINA CONCEIÇÃO

São em 8 irmãos

Tem 4 filhos

Chegou neste local em 1960, aqui só tinha mata, logo que chegou conheceu um colega Manoel Medina.

Para morar construiu um barraco, ele veio de Campo Mourão a procura de melhorar a sua vida, aqui terra boa e fértil.

Fez um barraco para morar onde hoje é o banco Sicredi, ali estabeleceu por alguns anos.

Chegando aqui começou a comprar cereais, depois que derrubou as matas e plantaram , sendo que o 1º plantio foi arroz feijão e milho.

Certo dia ele, o senhor Cícero Gomes passando perto de alguns Rancho já noite ouvindo a música do rádio de pilha, a pessoa alegre, pensou vou procurar o Cirção e o Manoel e assim fez. Chamou para fazer daquele lugar um patrimônio e que iria se chamar Rancho Alegre, pela música e alegria dos moradores.

Assim o fez, doaram o terreno para ser construído a escola pelo Senhor Manoel Medina, a igreja pelo Cirção e da delegacia do Senhor Cícero Gomes.

O senhor Cícero já veio casado, sua juventude passou em Pernambuco.

Atualmente está aposentado.

Estudou pouco na Bahia, assina apenas o nome.

Quando criança brincava de roda nas novenas.

Quando trabalhava de cerealista vendia os cereais em Maringá, a moeda da época era cruzeiro.

Uma data (terreno) era vendida por 50 cruzeiro.

Ele pensava em ficar rico.

Sendo que aqui começou o trabalho com machada derrubando as matas.

Os filhos nasceram aqui. Nunca mais mudou permaneceu aqui até hoje.

O transporte da época com carroça ou a cavalo para ir ao médico, quando tinha dinheiro. Hoje a vida é boa, uma maravilha, tem facilidade em tudo.

Na política ajudo, nunca quis participar.

Ajudou para o ônibus vim aqui, foi atrás para ter a linha de ônibus, até que o motorista tinha as refeições e pouso em sua casa.

Foi dono da 1ª farmácia, também tratava das pessoas com remédio caseiro tirado das matas

O Senhor Nilson Costa Resende dono da 2ª Farmácia de Rancho Alegre (hoje é falecido)

Tem boas lembranças da época e fala com muito carinho.

Também contou da história do tigre que o paranaense matou com um facão.       Além dessa contou que um baiano matou outro tigre, que tinha matado um carneiro

Ele foi e viu o tigre morto.

 


 

Pioneira- MARIA LEONTINA SILVA PEREIRA

Nasceu – Sergipe

Com 64 anos

Nome dos pais:José Rafael da Silva e Maria Senhorinha da Conceição

Tem 2 filhos

São em 12 irmãos

Chegou em Rancho Alegre 1958.

Sendo que foi morar na gleba XV, na época o meio de transporte era de cavalo ou carroça.

Aqui só tinha mata, moravam em barraco de palha

Lavava roupa dos pião para ganhar dinheiro.

Contou muita história da vida difícil, pois faltava o que comer.

Atualmente é dona de casa. Na infância, trabalhou muito cedo, com 7 anos o pai levou-a para roça para capinar.

Na época brincava de roda com os irmãos, quando ainda criança mudou de Sergipe para São Paulo em busca sempre de melhora, eram muito pobre.

Estudou até a 3º série na época.

Quando casada aqui no Rancho ajudou seu esposo na cerealista até de saqueiro ajudando os piões.

O filho nasceu em Barreirinho e a filha em São Paulo Maria Vilma.

Viu a cidade crescer, era luz de lamparina e depois lampião

Tudo era difícil, nada fácil. Lavava roupa no rio.

Gosta da vida de hoje. Não tem hoje atividade na sociedade.

Ama a política, mas não entrou, teve convite, mas preferiu colocar seu genro, Valdinei José Pelói.

Com o trabalho ajudou sua cidade.

Tem ótimas lembranças

Lembra dos colegas – João Evangelo, veio junto no mesmo caminhão de São Paulo para gleba XV.

Contou a história da arvore, porque queria comer uma maritaca, quando não tinha carne de mistura e outras durante a conversa.

 


 

Pioneira- ADÉLIA LOPES ARROYO

Nasceu – ESTADO DE SÃO PAULO

Pais- MARIANO LOPES E MARIA DO ROSÁRIO MORENO

2 FILHOS

Esposo : Mariano Arroyo Garcia

São em 5 irmãos

Chegou em Rancho Alegre em 1970, seu objetivo da vinda: melhorar e ganhar mais dinheiro.

Agora dona de casa, já foi cerealista.

Quando chegou o lugar era cheio de buraco, com poucas casas.

Quando crianças suas brincadeiras preferidas era de boneca. Estudou em escola paga (particular) hoje concluiu o 2º grau.

Só mudou de lugar depois de casada, a juventude foi muito legal, tinha muitas colegas, iam em baile e em clube.

Já trabalhou de cabeleleira começando com 13 anos, também foi professora (substituta).

Viu Rancho Alegre D'Oeste crescer, no início era difícil principalmente transporte , luz elétrica. Hoje a vida é ótima em tudo. Antes contribuiu ajudando e fazendo cursos na Coagel, grupo de mãe, carismática, participou da igreja.

Na política só o marido.

Contribuiu também com emancipação do município. Tem boas lembranças da época em que chegou aqui.

A 1ª família que pegou amizade os Bernal. Lembra muito bem que os buracos na rua eram tanto que um menino caiu dentro e machucou muito grave, levando para Goioerê ao médico.

 


 

Pioneiro- BRÁS BATISTA DE ASSIS

23/10/28 (75 ANOS) MINAS GERAIS

Pais- JOÃO BATISTA SOBRINHO E MARILDA SOARES DE ASSIS

Filhos – 6

Irmãos – 9

Chegou em 1960, solteiro. Com a companheira, veio para Gleba XV.

Veio de Cambira.

José Pereira chegaram juntos.

Veio porque a terra era barata, plantou 1º feijão, depois plantou cebola, vendeu e perdeu muitas.

Planta hoje soja.

Na infância, brincava de bola.

Estudou no Estado de São Paulo até a 3ª série.

A juventude foi em São Paulo.

Veio para o Paraná, era terra boa e gostou, o dinheiro era diferente, vermelho.

Conheceu Londrina, tirou muita foto com máquina fotográfica que o primo comprou. Começou a trabalhar com 7 anos . Viu o município crescer, meio de transporte; cavalo e carroça. Hoje a vida é boa, antes era muito difícil diz ele.

Ajudou na escola, igreja. Tem boas lembranças da Gleba XV ajudou o seu lugar, o ônibus passava e tenha muitos moradores, rendatários e situantes.

Teve muitos companheiros de pesca e caça.

Antônio Cearense, colega da época. Guarda muitos fotos da época, animais de caça, colheita com os piões.

 


 

Pioneira- PASCOALINA PEREIRA IADICOLA

Nasceu no Estado de São Paulo 1941

Nome dos Pais: ALEXANDRE PEREIRA LUNAS E LEOVINA MARIA LUNAS

Esposo – Antônio Iadicola

Tem 7 filhos

Tem 7 irmãos

Chegou no ano de 1960, era só mata, com picadas, não tinha estrada. Logo que chegou foi morar na Gleba XV.

Ela contou a história do nome Rancho Alegre, veio para esse lugar a procura de melhora, pois era início do casamento e sonhava com vida melhor para ambos os filhos.

Quando na infância era poucas brincadeiras, tinha que trabalhar na roça e ajudar sua mãe em casa. Com 11 anos parou de estudar, fez até a 3ª série.

Depois de casada, mudou para esse lugar e aqui está até hoje. Seus filhos são nascidos aqui, os mais novos, o mais velho veio bebê.

Viu a cidade crescer, as coisas eram difícil, transporte com carroça para fazer compra, ou na doença para buscar remédio.

Na sociedade trabalha com a pastoral da saúde, o dízimo e coordena o apostolado de oração. Visita os enfermos.

Tudo que passou, deixou registrado e marcou boas lembranças principalmente o desenvolvimento do lugar.

Na política procura ficar neutra pelo fato do projeto que trabalha na igreja, mas tem o seu filho, e ela procura ajudar mesmo que com palavras.

Tem admiração pelo município estar progredindo.

Os colegas da época em que chegou foram as famílias do senhor Brás, Arrabal, João Alves, Osvaldo Favares.

Ajudaram na construção da Igreja da Gleba XV. Uma da História que ficou registrado em sua mente e a marcou muito foi pela falta de recurso, uma mulher grávida ia ter bebê, chamou uma senhora para ajudar, essa não tinha responsabilidade e nada pode fazer, a mulher quase morta levaram para Goioerê numa carroça, chegando lá o médico cortou sua barriga para tirar o bebê e a mulher acabou de morrer e, o bebê também morreu, ela deixou 5 filhos.

A falta de recursos tirava a vida de muitas pessoas. Hoje temos que valorizar tudo que graças a Deus, estamos no pedacinho do céu vivendo, palavra da pioneira.

 


 

Pioneiro – MANOEL DA SILVA CALDEIRA

Nascido- MINAS GERAIS 1921                 82 ANOS

Esposa – JACINTA FERREIRA GOVEIA

Pais- FLÁRIO DA SILVA GONÇALVES E MARIA LEMES CALDEIRA

8 filhos

8 irmãos

Chegou a esse município em 1970, procurando arrumar alguma coisa, pois não tinha nada.

Ficaram morando no mesmo lugar que mora hoje. Continua trabalhando na agricultura. Na infância, brincou muito pouco, ajudou seu pai, pois eram muitos pobre. Com 12 anos começou a trabalhar.

Quando aqui chegou tinha poucas casas. Fez um barraco de tábua para morar. Lembra muito bem que na infância gostava de tomar banho de rio.

Não estudou, apenas aprendeu assinar o seu nome, quando já era casado pai de filhos.

Começou ganhando 2 mil reis, aqui no Paraná, quando ganhou 5 mil reis mudou para Rancho alegre. Os filhos são nascidos em Minas Gerais.

Ele viu o município crescer, hoje acha a vida muito fácil, antes era tudo muito difícil, sendo que no norte era muito mais.

Agora não tem o que reclamar.

Ajudou na construção da igreja e escola.

Tem muitas lembranças deste lugar e de Minas Gerais, lugar que passou a infância e juventude.

Contou a história, quando tinha 13 anos uma cobra picou seu pé (cobra Jaracussú).

Foi picado por cobra 3 vezes. A história da onça que ele tentou matar, sendo que ela matou seu cachorro.
 

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